Fernanda Fernandes Borges

Fernanda Fernandes Borges

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Como é ser jornalista na sociedade contemporânea

                                                                           Fernanda Fernandes Borges    

    
O jornalismo é uma profissão que requer uma formação acadêmica de qualidade, além de senso crítico e ético, evidenciados, para aqueles que desejam se tornar profissionais dignos de confiança, por parte do público.

A contemporaneidade impõe a esse profissional um dinamismo, indispensável ao exercício da profissão. O conhecimento em mídias digitais, redes sociais e a interação com o receptor são imprescindíveis à prática jornalística atual.

A velocidade da circulação de informações, via internet, exige que o jornalista tenha um diferencial para apurar os fatos e escrever algo que o diferencie dos demais. Ao ouvir mais de uma fonte sobre determinado assunto, ele tem condições para escrever um texto de modo mais isento e sensato.

Uma das premissas do jornalismo é a imparcialidade. Infelizmente, nos meios de comunicação, isso é pouco praticado. Os interesses comerciais que pautam as empresas midiáticas se sobrepõem ao interesse público. As notícias são passadas ao receptor, com certa tendência à defesa de um determinado ponto de vista, que geralmente, é daquele que mantém o complexo informacional, por meio das verbas publicitárias.

               A saída para aqueles que não compactuam com essa velha fórmula é o empreendedorismo, ou seja, o jornalista se torna seu próprio patrão e tem liberdade para escrever de modo mais independente em blogs, sites e redes sociais. No entanto, a necessidade de um trabalho que lhe garanta um salário no fim do mês, impede que muitos tenham essa decisão de se tornar autônomos e donos de seus próprios textos.

 
                                                                                    Foto: Fernanda Fernandes Borges

     Jornalista atual é empreendedor e diversifica suas funções

 
A especialização das funções presentes nas redações  jornalísticas, desde os seus primórdios, em que um profissional apura, outro redige, aquele edita e outro publica, não existe para o jornalista contemporâneo. Isso acontece, porque ele tem que saber de tudo um pouco, dominar ferramentas tecnológicas, escrever bem, diagramar, editar, filmar, fotografar, de acordo com as necessidades da empresa ou mesmo suas, caso trabalhe no seu próprio negócio.

A cultura é indispensável para o jornalista. Um bom profissional domina diversos assuntos que variam do erudito ao popular. O comunicador necessita saber sobre as diversas manifestações artísticas e culturais para compreender a sociedade em que vive.

O contato com as pessoas nas ruas, em meio à agitação em que se vive, ainda é uma das melhores formas de compreender as demandas do público por matérias que representem os seus verdadeiros anseios. Qualquer notícia ou reportagem, pode surgir de uma pauta ocasional, apenas pela observação do cotidiano. O diferencial dessa prática está na possibilidade de sair da mesmice e buscar diferentes abordagens para assuntos corriqueiros.

Lidar com informações e transformá-las em textos é um desafio maravilhoso, para aquele ser humano que deseja além de noticiar, promover reflexões em seu público. Este deve ser livre para tirar suas próprias conclusões, em um universo repleto de notícias, que muitas vezes, querem impedir o receptor de utilizar o próprio senso crítico.


                                            

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