Fernanda Fernandes Borges

Fernanda Fernandes Borges

sexta-feira, 25 de agosto de 2017

Quem fala dois idiomas pode adiar o surgimento do Alzheimer

                 

                                                      Fernanda Fernandes Borges




O Alzheimer é uma doença que  afeta o funcionamento do cérebro de modo lento e progressivo, afetando as funções cognitivas e o raciocínio lógico, devido à destruição dos neurônios.Não tem cura. No entanto, quem fala dois idiomas tem uma força extra no cérebro e pode atrasar em até cinco anos o surgimento dessa doença.


Foto: Fernanda Fernandes Borges

Quem fala duas línguas pode adiar o surgimento do Alzheimer 

Uma pesquisa realizada por Daniela Perani  e sua equipe da Universidade Vita – Salute San Raffaelle, na Itália, publicada recentemente no periódico científico Proceedings of The National Academy of Sciences  mostrou que pessoas fluentes em dois idiomas,  apresentam melhor conectividade nas principais áreas do cérebro e atrasam em até cinco anos o surgimento do Alzheimer.
Os estudiosos compararam 45 pessoas que falavam  italiano e alemão,  com 40 pessoas que falavam apenas um desses idiomas. Todos os participantes dessa pesquisa tinham suspeita de Alzheimer e moravam no norte da Itália.
Ao analisar os resultados, percebeu-se que as pessoas que tinham fluência em mais de um idioma eram cinco anos mais velhas que aquelas que dominavam apenas um.
 O surgimento dos sintomas do Alzheimer demoraram cinco anos a mais,  a surgir nos participantes que falavam duas línguas,  comparado  aos demais que dominavam apenas uma língua.



Foto: Fernanda Fernandes Borges

As pessoas devem sempre buscar novos conhecimentos 
                               

Por meio de imagens cerebrais, os participantes fluentes em duas línguas tinham maior conectividade em regiões do cérebro ligadas ao controle executivo localizado na parte esquerda do cérebro.
Essa região inclui o córtex cingulado anterior, responsável  pelo controle dos impulsos e o córtex pré-frontal esquerdo que planeja o comportamento complexo. Os resultados foram mais positivos em pessoas que falavam duas línguas, desde a infância.


                                                                                    Foto: Fernanda Fernandes Borges

O aprendizado de outro idioma deve ocorrer na infância 

                     
                   
A conclusão principal a que esse resultado chegou foi de que os bilíngües têm mais conexões entre as partes do cérebro, tornando essa parte mais resistente à degeneração. Além disso, quem falou mais as duas línguas, durante a vida,  teve sintomas menos agudos da doença.


                                                                           Foto: Fernanda Fernandes Borges

O cérebro  é bastante exercitado  no estudo de outra língua 

                     

É sempre uma ótima notícia, conhecer  métodos que levem ao combate do Alzheimer,  que infelizmente não tem cura e afeta 34 milhões de pessoas no mundo, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS).
Os remédios contra essa doença, geralmente atrasam a morte dos neurônios e adiam o processo, mas não  são  capazes de fazer a pessoa recuperar a memória.
Qualquer pesquisa que apresente possíveis soluções para o afastamento da perda da memória e das funções cognitivas,  é um avanço que possibilita as pessoas a se prevenirem contra esse mal. Procurar uma escola de idiomas,  é um caminho para quem deseja expandir os conhecimentos e preservar a saúde mental.



                                                                                Foto: Fernanda Fernandes Borges

Sempre que possível, as pessoas devem interagir com outros idiomas

              


Falar duas línguas,  é um privilégio e deve ser explorado desde a infância,  para que o cérebro fique fortalecido na idade madura e possa afastar o Alzheimer da vida do ser humano. É necessário manter sempre ativa a memória, pois ela é a história de vida de cada um.

Nenhum comentário:

Postar um comentário