Fernanda Fernandes Borges

Fernanda Fernandes Borges

sexta-feira, 11 de novembro de 2016

O resultado das eleições municipais 2016 demonstrou a indignação da população

               

                                                                  Fernanda Fernandes Borges


  

O grande número de abstenções, votos brancos e nulos foram superiores aos votos recebidos pelos candidatos eleitos nas capitais: Belo Horizonte, Porto Alegre, São Paulo e Rio de Janeiro. Isso demonstrou que o eleitor está cansado da política enganosa praticada por velhos candidatos e partidos que não merecem credibilidade.


                                                                                                   Foto: Reprodução

A população está cansada  da ploítica feita de modo irresponsável 



Em São Paulo, a eleição foi decidida no 1º turno. O candidato João Dória (PSDB) obteve 3.085.187 votos.  A soma dos votos brancos (367.471 votos), nulos ( 788.379 votos) e as abstenções ( 1.940.454) totalizaram 3.096.304, ou seja um número superior à votação do prefeito eleito.

Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), 57 municípios, incluindo 18 capitais estaduais,   tiveram 2° Turno, ocorrido no dia 30 de outubro. Os votos brancos foram 936 mil e os nulos 2,7 milhões. Cerca de 7,1 milhões de pessoas (abstenções) não compareceram às urnas.

 Isso totaliza 10,7 milhões de eleitores (32,5% do total de eleitores aptos para votar) que se utilizaram dessas opções para não elegerem nenhum candidato.




                                                                                                      Foto: Reprodução

Nas principais capitais brasileiras as abstenções, os votos brancos e nulos foram superiores aos  votos recebidos pelos prefeitos eleitos 

              



Veja como ficou o resultado em outras capitais, no 2º Turno:



- Em Belo Horizonte, o prefeito eleito Alexandre Kalil (PHS) obteve 628.050 votos, resultado inferior à soma dos:  votos brancos (72.131), votos nulos (230.951) e das abstenções (438.968) que totalizaram o valor de 742.050 ;


- Em Porto Alegre,  Nelson Marchezan (PSDB) teve 402.165 votos. Os votos brancos (46.537), os votos nulos (109.693) e as abstenções (277.521) totalizaram 433.751, sendo superior à votação do político;


- No Rio de Janeiro, o candidato eleito Marcelo Crivella (PRB) recebeu 1.700.030 votos. A soma dos votos brancos (149.866), votos nulos ( 569.536) e das abstenções ( 1.314.950) foi de  2.034.352, novamente maior que o número de votos recebidos pelo futuro prefeito;


Sabe-se que para um candidato ser eleito,  são contabilizados apenas os votos válidos, descartando os brancos e os nulos. Segundo o TSE,  o número de votos válidos caiu 4,5% em relação às eleições municipais de 2012.

Não é possível que esses políticos continuem a insistir na velha forma de governar, pois desse modo, o protesto por meio das abstenções, dos votos brancos e nulos só  tendem a crescer em nosso país.

A necessidade do novo fez com que muitos eleitores optassem por figuras que passarão a ser  políticos, apenas no momento em que assumirem as prefeituras de Belo Horizonte e de São Paulo, em 2017.  Alexandre Kalil (BH) e João Dória (SP) são empresários e não têm experiência na política.

É lamentável que grande parte da população esteja sem esperança quantos à seriedade de  seus representantes no âmbito municipal, devido ás grandes decepções provenientes de recorrentes denúncias de corrupção e irresponsabilidade no uso do dinheiro público.

 O péssimo exemplo da ocupação da Presidência da República, recentemente,  que desrespeitou o resultado das urnas de 2014, pode ser uma das causas que levou os eleitores a se revoltarem quanto à tirania de alguns partidos que se uniram em prol do poder a qualquer preço.

O cidadão brasileiro está apto a protestar por meio de seu voto e a lutar por uma melhor administração em seu município, em seu estado e também em sua nação. Com certeza, vai acompanhar atentamente o desenrolar desses novos cenários políticos.

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