Fernanda Fernandes Borges

Fernanda Fernandes Borges

segunda-feira, 1 de junho de 2015

Planejar os gastos pode ser uma forma de não ficar inadimplente



                                                                                   Fernanda Fernandes Borges


Segundo o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC), a inadimplência está crescendo mais que a média de outros setores da economia. Por isso, o orçamento doméstico deve ser feito, para que os gastos não ultrapassem, o quanto se ganha por mês.

A disparada da inflação, a queda da renda, os aumentos nas tarifas de energia e da água têm feito muitos brasileiros atrasarem as contas de água, luz e telefone. De acordo o SPC, em fevereiro deste ano, 7,1% das famílias brasileiras deixaram de pagar as contas em dia.


                                                                                                   Foto: Fernanda Fernandes Borges


A falta de planejamento financeiro faz muitos brasileiros atrasarem as contas básicas

 

Dos devedores, 69% estão inadimplentes, há mais de um ano. Em fevereiro de 2015, 53,6 milhões de pessoas estavam com restrição no nome, o que representa 36,9% da população acima de 18 anos.

O que se deve fazer para ter uma boa conduta financeira? Alguns economistas dão as seguintes dicas:

 

- Ter planejamento e anotar todos os gastos;

 

- Fazer uma planilha com orçamento doméstico;

 

- Evitar financiamentos e parcelas longas;

 

                        - Controlar os gastos com o Cartão de Crédito e realizar o pagamento integral da fatura, evitando o uso do crédito rotativo;

 

                    - Substituir os alimentos mais caros, pelos mais baratos;

 

                    - Renegociar as dívidas;

 

                   - Separar os que são os gastos fixos e os temporários;

 

                   - Planejar e guardar para saber quanto vai custar aquela viagem ou algum curso que se pretenda fazer;

 

                 - Calcular entradas e saídas de dinheiro;

 

              Diante desses conselhos é hora de colocar tudo no papel e se organizar para manter as contas em dia. Não se deve acumular as dívidas e sempre pagar as contas básicas, para que o devedor não tenha os serviços essenciais como a energia elétrica, o telefone e a água cortados.

             O que está onerando o orçamento de muitas famílias é o alto custo da energia elétrica. Este ano, as tarifas energéticas vêm sofrendo aumentos sucessivos. E isso reflete nas residências e no setor comercial que depende da energia para trabalhar como as padarias, os restaurantes, as lojas, os salões de belezas, entre outros estabelecimentos.

            Então, tudo o que se consome tem subido de preço. Por isso, é fundamental descartar os supérfluos e optar pelas substituições de produtos e alimentos, quando possível. Outra atitude importante é economizar a energia, retirando os aparelhos das tomadas e reduzindo o tempo no banho. Isso pode representar uma boa economia no fim do mês.

            Quem está com o nome no SPC, deve buscar uma renegociação da dívida, para ficar livre de aborrecimentos futuros. A melhor saída é gastar sempre o que se ganha ou menos e poupar um pouco todo mês, a contrair despesas que os seus ganhos não suportam.

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